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Thursday, January 25, 2007

Parado no tempo

click meu


A minha escrita, o meu blog, estão parados no tempo como eu, enquanto navego por sensações novas que se escondiam por detrás de portas recentemente abertas. Enquanto não assimilo estas novas sensações, estas novas ideias, estas novas vontades, não encontro caminho para simplesmente escrever sobre outras coisas que já pensei, que já vivi ou que já não são novas para mim.


A minha cabeça está ocupada neste momento, os meus sonhos estão a falar comigo e eu tenho de os ouvir, tenho de decidir por onde quero ir...


Às vezes ficar acordado à noite até tarde apenas a pensar e a sonhar acordado faz-nos sentir pequenos, perdidos, sem rumo... Outras vezes faz-nos vivos, capazes de tocar os nossos sonhos, com força para caminhar...

"what we need right now…is somewhere to just lay down…and dream the whole night through…"
Josh Rouse - The Whole Night Through

Monday, January 15, 2007

Criei mais uma pequena caixa de tempo

Tomei a decisão de que ia passar a guardar uma caixinha na minha gaveta de tempo para escrever aqui...

Esta decisão surgiu de uma conversa, intemporal como muitas outras que tenho com muitas pessoas que fazem parte do meu núcleo do tempo...

É importante decidir fazer aquilo que nos interessa na vida, ou falar com as pessoas de quem gostamos, é importante não perdermos tempo com aquilo que não nos interessa embora muitas vezes seja necessário fazer coisas que nós consideramos uma "perca de tempo" porque nos possibilita meios para fazer outras coisas de que gostamos. São tudo lições que o tempo ensina.

Somos nós que criamos as nossas próprias caixas de tempo para as ocupar com aquilo que quisermos, às vezes precisamos de alguma ajuda, mas a decisão é sempre nossa.

Uma coisa é certa, nunca irei esvaziar esta pequena caixa e a gaveta onde ela se encontra vai estar sempre aberta...



"O tempo, propriamente dito, não existe (excepto o presente como limite), e, no entanto, estamos submetidos a ele. É esta a nossa condição. Estamos submetidos ao que não existe. Quer se trate da duração passivamente sofrida - dor física, esperança, desgosto, remorso, medo -, quer do tempo organizado - ordem, método, necessidade -, nos dois casos, aquilo a que estamos submetidos, não existe. Estamos, realmente, presos por correntes irreais. O tempo, irreal, cobre todas as coisas e até nós mesmos, de irrealidade."

Simone Weil, "A Gravidade e a Graça"